A educação financeira vai além de ensinar a fazer contas, trata-se de capacitar os jovens para tomar decisões financeiras conscientes.

Com o cenário atual de endividamento crescente e a popularização das apostas online, a educação financeira nas escolas se tornou uma ferramenta essencial para a formação integral dos estudantes, preparando-os para um futuro mais seguro e consciente em relação ao dinheiro.

Escolas que oferecem esse ensino podem atrair mais alunos, pois demonstram aos pais uma preocupação com o futuro dos estudantes. Veja como fazer isso neste artigo! Boa leitura.

O que é educação financeira?

Educação financeira é o processo de aprender sobre conceitos e produtos financeiros, desenvolver o pensamento crítico em relação às motivações psicológicas que influenciam decisões sobre dinheiro, reconhecer riscos e oportunidades e adotar comportamentos que promovam o bem-estar.

Seu objetivo é capacitar as pessoas a alcançar metas e sonhos de curto, médio e longo prazo.

Desafios para aplicação do ensino financeiro 

Com as novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Educação Financeira tornou-se obrigatório nas escolas, mas ainda há desafios para implementá-lo de maneira eficaz. 

Falar sobre dinheiro ainda é tabu

Falar sobre dinheiro continua sendo um tabu, e muitos professores se sentem inseguros para ensinar esse tema, que é multidisciplinar. 

Não utilização de metodologias ativas

Além disso, as abordagens tradicionais usadas para abordar o tema frequentemente não conseguem engajar os alunos de forma significativa.

Portanto, um programa bem estruturado, que ofereça suporte pedagógico ao professor e ferramentas para tornar as aulas mais atrativas para os alunos, é fundamental para o sucesso da educação financeira nas escolas.

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Professores não dominam o tema

Normalmente nas escolas, Educação Financeira é ensinado pelo próprio professor de matemática, cuja formação geralmente não abrange a aplicação de conceitos financeiros e aspectos comportamentais. 

Essa atitude prejudica um ensino de qualidade quanto a essa disciplina. 

É importante reforçar a diferença entre matemática, que é uma ciência exata, e Educação Financeira, que é comportamental. 

Enquanto a matemática foca em números, cálculos e fórmulas para resolver problemas lógicos, a Educação Financeira vai além disso, envolvendo pensamento a curto, médio e longo prazo, decisões comportamentais envolvendo autocontrole etc.

Por que ensinar educação financeira nas escolas?

Mais de 78% das famílias brasileiras estão endividadas (CNC), e 47% dos jovens entre 18 e 24 anos não controlam suas finanças pessoais (SPC Brasil)

Além disso, o fácil acesso e a popularização das apostas online, conhecidas como “bets”, têm levado muitos adolescentes a caírem nas armadilhas de falsas promessas de ganhos fáceis de dinheiro. 

Nesse cenário preocupante, a Educação Financeira é um recurso fundamental para ajudar jovens a entenderem os riscos, tomarem decisões conscientes e desenvolverem hábitos financeiros saudáveis desde cedo.

Diferencial competitivo para escola

A educação financeira é uma estratégia valiosa para as escolas, ajudando a atrair novos alunos ao mostrar que a instituição se preocupa com o futuro dos estudantes.

Em um cenário onde os pais estão cada vez mais atentos à preparação dos filhos para o futuro, escolas que oferecem um ensino de qualidade em áreas como finanças, além do currículo tradicional, conquistam a confiança das famílias.

Assim, esse diferencial fortalece a imagem da escola e aumenta sua capacidade de atrair mais alunos.

Mais responsabilidade financeira

A Educação Financeira ensina a pensar criticamente sobre dinheiro, compreender as dinâmicas do sistema econômico e as motivações psicológicas que influenciam as decisões financeiras.

Isso ajuda a modificar comportamentos prejudiciais, como o consumo impulsivo ou a aversão ao risco.

Menos inadimplência 

Muitas pessoas acabam se endividando por falta de conhecimento em gestão financeira e compreensão dos custos reais do crédito. 

Esse cenário pode ser melhorado se os estudantes aprenderem desde cedo conceitos financeiros que o ajudem a tomar melhores decisões e a desenvolver hábitos financeiros saudáveis, como:

  • definir metas, 
  • estabelecer um limite para os gastos mensais, 
  • reduzir despesas supérfluas 
  • e buscar alternativas para gerar uma renda extra.

Evitar apostas e golpes

Com conhecimento adequado, os jovens passam a entender que as apostas não são uma forma de investimento ou de gerar renda extra. 

Eles se tornam mais preparados para identificar as armadilhas financeiras e escolher estratégias de longo prazo, em vez de se deixar seduzir por ilusões de enriquecimento rápido.

Ao aprenderem desde cedo sobre o valor do dinheiro, como gastar com consciência, poupar e investir, eles se tornam mais preparados para um futuro mais próspero.

Como implementar a educação financeira na escola?

Para implementar com sucesso a educação financeira em sua escola, é fundamental que os estudantes consigam perceber o valor do que aprendem, especialmente na aplicação prática dos conhecimentos.

Nesse sentido, não basta apenas focar na teoria; é importante que os alunos possam desenvolver projetos que permitam colocar em prática o que aprenderam e, assim, comecem a construir hábitos financeiros saudáveis.

Tangram, uma plataforma gamificada alinhada à BNCC

Para ajudar as escolas a implementação de Educação Financeira, o sistema de ensino Tangram oferece apoio pedagógico aos professore e um programa gamificado para engajar os estudantes. 

Alinhada à BNCC, o Tangram oferece trilhas com 40 aulas semanais personalizadas para cada ano letivo, do ensino fundamental até o ensino médio.

Na plataforma, os estudantes realizam simulações de compra e de investimento dentro da plataforma e acompanham o impacto de suas decisões, como transações, em uma carteira digital. 

O professor atua como facilitador da experiência de aprendizagem, utilizando um painel interativo para acompanhar o progresso e o desempenho da turma.

Os alunos também participam de oficinas práticas, como criar um orçamento pessoal, gerenciar custos familiares e até desenvolver um modelo de negócio. 

Com abordagens lúdicas e interativas, o ensino do tema se torna mais dinâmico e acessível, transformando o mundo das finanças em conceitos simples e fáceis de aprender. 

Para simplificar a implementação de Educação Financeira na sua escola, conheça a Plataforma Gamificada Tangram.

Conclusão

Implementar a Educação Financeira nas escolas ainda representa um desafio, mas com o apoio pedagógico adequado e o uso de metodologias ativas, é possível superar essa barreira.

Ferramentas inovadoras, como plataformas gamificadas, tornam o aprendizado mais eficaz e o ensino mais envolvente para os alunos e simples para o professor.