vantagens do ensino híbrido para escolas

Quais são vantagens do ensino híbrido na educação escolar

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As vantagens do Ensino Híbrido nas escolas é um tema que ganha destaque e relevância no debate sobre Educação há alguns anos. São metodologias que, com o auxílio da tecnologia, transformam o papel do professor em sala de aula, que passa a atuar como um mediador do conhecimento, enquanto dedica mais tempo atendendo às dificuldades de aprendizagem dos seus alunos. 

Sabemos que cada segmento da educação tem sua particularidade, sejam elas socioeconômicas ou relativas ao desenvolvimento pessoal de cada aluno, e nesse contexto, é importante dar uma atenção ao ensino médio, momento-chave na consolidação dos conhecimentos e habilidades básicas dos estudantes. 

Neste texto, vamos nos aprofundar em como o ensino híbrido pode ser um aliado no processo de aprendizagem dos jovens que estão ingressando no Ensino Médio.

Uma geração conectada

Já abordamos aqui no blog as especificidades em trabalhar com uma geração que nasceu imersa às inovações digitais. Os estudantes da geração atual são extremamente ambientados com a tecnologia, pois cresceram com a popularização das redes sociais, dominam as plataformas e interagem através do meio digital de forma ativa.

Tal relação com os recursos tecnológicos os caracteriza como mais imediatistas, apresentando dificuldade de foco e absorção do conteúdo.

vantagens do ensino híbrido para nativos digitais

Ao chegar na escola, esse jovem se vê em uma situação passiva, com a obrigação de acompanhar aulas expositivas e prestar atenção a um professor que em alguns casos não possui a mesma relação com os recursos digitais que o estudante.

Gustavo Hoffman, Fellow pela universidade de Harvard, onde estudou metodologias ativas de aprendizagem, ensino híbrido e sala de aula invertida, em entrevista ao podcast Sala de Professor, argumenta que 15 dias depois da aula expositiva, os alunos tendem a lembrar de aproximadamente 20% a 25% do que o professor apresentou.

Esse dado reforça a necessidade de repensar o modelo exclusivamente expositivo, introduzindo práticas como a sala de aula invertida. “Isso faz com que os momentos presenciais sejam utilizados para menos exposição e mais aplicação do conteúdo através de metodologias ativas de aprendizagem”, explica Gustavo.

Outra dificuldade é estrutural. No Brasil, manter os jovens no ensino médio é um dos desafios mais difíceis a serem enfrentados pela gestão pública.

Diversas investigações realizadas desde os anos 1990 têm enfatizado o distanciamento crescente entre os jovens e as escolas, indicando crise de seu papel enquanto agência de socialização e de ensino e aprendizagem para as novas gerações. Essa discussão aponta para a necessidade de aproximar as escolas do universo juvenil.

Homologada em 2018, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que regulamenta quais são as aprendizagens essenciais a serem trabalhadas pelas escolas brasileiras, públicas e particulares, deixa claro essa necessidade ao definir como competência geral de toda a educação básica:

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

Com isso em vista, o Ensino Híbrido pode ser um agente transformador na consolidação de uma escola atual, voltada para os reais interesses dos jovens e conectada com suas necessidades. 

Saiba mais >> 4 atividades do ensino híbrido para aplicar nas suas aulas

Quais são as vantagens do ensino híbrido?

A maior vantagem que o ensino híbrido proporciona é o engajamento e a liberdade dos estudantes, conferindo autonomia ao seu processo de aprendizagem. Para o jovem, envolver o celular e o computador no ensino deixa a experiência mais familiar e dinâmica, e o uso de vídeos e outras mídias aproxima a linguagem da sala de aula da forma como o estudante consome informação.

Além disso, o ensino híbrido também subverte a relação de tempo e espaço onde o processo de aprendizagem acontece. Ter autonomia sobre o momento e o local em que se quer aprender dá ao estudante poder de escolha, o que é importante para que o jovem sinta-se como protagonista e construtor da sua própria educação.

Pensar na construção de um programa de ensino híbrido consistente para a sua escola deve levar em conta a estrutura escolar e a realidade dos alunos, e aplicar as possíveis estratégias alinhadas aos três pilares do ensino híbrido: engajamento dos estudantes, aprimoramento de lições e melhoria contínua. 

1. Estudantes mais engajados

Como abordamos neste post, os índices de evasão escolar no EM no Brasil são altos e dizem respeito a falta de conexão entre o estudante e as práticas educacionais tradicionais. Metodologias híbridas de aprendizagem têm o efeito de aproximar a escola do dia a dia do jovem e trazer maior engajamento nas atividades.

Considere propor atividades abertas que possibilitem ao aluno explorar os temas didáticos com recursos de expressão alternativos, encorajando-o a escolher como eles querem mostrar o seu entendimento de algum tópico.

2. Aprimorar lições

Introduzir metodologias que podem expandir o momento de aprendizagem para fora da sala de aula física tem um efeito direto na eficiência do ensino e no aprimoramento das lições. Através do uso criativo da tecnologia, as oportunidades de interação e aprendizagem aumentam, e o aluno pode ter mais autonomia e capacidade de direcionar seu foco para as dúvidas ou até mesmo para entender bases que ele ainda não compreenda. 

Ferramentas digitais que otimizem a aprendizagem em casa como tutoria digital ou curadoria de conteúdo complementar podem ser aliadas. A combinação dessas ferramentas também alivia a carga de trabalho e demanda do professor, permitindo que o mesmo possa direcionar um atendimento mais individualizado aos seus estudantes. 

3. Melhoria contínua

Ensino híbrido não é apenas sobre aplicar tecnologias em sala de aula, mas sim sobre as técnicas e processos que o aluno vai utilizar com objetivo de tornar mais efetivo o seu processo de aprendizagem. O propósito é maximizar as oportunidades de assimilação de conteúdo, minimizando o tempo e esforço gastos nesse processo.

Envolva pais e responsáveis no desenvolvimento de novas abordagens junto à gestão escolar. Entender o que acontece em casa e qual é a aceitação do jovem pelas novas abordagens pedagógicas vai fornecer informações para que o ensino seja mais personalizado e direcionado para a realidade da sua comunidade escolar. A melhoria contínua é efetivada através de tentativa e erro até chegar-se em um consenso de sucesso, com apoio de uma rede colaborativa. 

Durante o processo de melhoria e na adoção de novas formas de aprendizagem, os professores desempenham um papel central. Por isso, a gestão escolar deve investir em capacitações e cursos, novas ferramentas e apoiar novos projetos, incentivando o desenvolvimento do seu corpo docente.

Veja mais >> Dicas de gestão escolar na educação remota e híbrida

Conclusão

Considerar o que ocorre com os jovens fora da escola significa levar em conta que eles trazem experiências de várias outras esferas que os constituem como indivíduos múltiplos e complexos e não podem ser desprezadas pela instituição escolar. 

O EM tem a particularidade de marcar a preparação para o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho, sendo decisivo na formação de cidadãos capazes de se engajar na sociedade. É uma etapa repleta de descobertas e de incertezas, por isso a gestão escolar deve estar próxima do estudante e promover um ensino que invista em sua autonomia, confiança e liberdade.

Fontes:

Desafios do ensino médio no Brasil: iniciativas das secretarias de educação

Dicas de gestão escolar na educação remota e híbrida

Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

Abandono e evasão escolar: aluno deixa a escola ou a escola se distancia da realidade do aluno?

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Rodrigo Dutra

Rodrigo Dutra

Estrategista de marca e especialista de conteúdo, minha missão é encontrar formas de flexibilizar e personalizar o aprendizado para que alunos vão além de seus potenciais.

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