Como corrigir: Competência 5

Das competências do Enem, esta é a que tem a avaliação mais QUANTITATIVA. A grade é a seguinte:

Basicamente, para ter nota máxima, o aluno tem que ter 5 os elementos e não ter tangenciado o texto (nem ferido os direitos humanos), cada elemento que ele não coloca são 40 pontos que ele perde.

O aluno NÃO PRECISA fazer duas propostas de intervenção, apenas uma (mas ele precisa resolver os dois problemas, caso não resolva, perde na c3, nunca na C5). Isso, pois apenas a proposta mais completa será contabilizada! Logo, ele não necessita fazer duas propostas completas, ele pode:

  1. Fazer uma proposta única que resolva os dois problemas
  2. Fazer uma proposta completa e uma com menos elementos para resolver os dois problemas.

As orações condicionais são aquelas que mostram claramente estruturas condicionais, como: “se”, “caso”, “desde que”, “pode” etc. Se a proposta for condicional o estudante não pode passar de 80 pontos.

Agente #

Ele pode colocar QUALQUER AGENTE, mesmo que seja um ministério que não existe mais (embora seja interessante você orientá-lo para colocar o mais adequado), com EXCEÇÃO dos seguintes:

No mais, ele pode colocar que o agente é Ong, governo, prefeitura, um nome específico (Algum ministro, Bolsonaro etc), mídia, escola, Estado, o presidente. Além disso, não precisa colocar dois agentes, apenas um será contabilizado (por proposta).

Para ajudar o aluno, existe o Acróstico GOMIFES

Ação #

São consideradas ações nulas:

Além disso, ações na NEGATIVA também são nulas, como: “O governo não deve agir com negligência”…

Fora isso, mesmo que a ação seja vaga (exemplo: é necessário ter a mente aberta) ainda é contabilizada como elemento válido.

São ações comuns: criar, desenvolver, investir etc.

Modo #

Esse é o elemento mais esquecido nas propostas de intervenção. Ele responde à pergunta “como se executa? De que forma? Por meio do quê?”

É majoritariamente indicado pelas construções: “por meio de”, “através de”, “por intermédio de”, “a partir de”.

Não existe meio/modo nulo.

Alguns exemplos:

1. “Portanto, para solucionar este impasse é importante que a mídia, por meio de exposições no meio digital, garanta a ampla diversidade cultural e crie meios que impossibilite a difusão de dados pessoais, garantindo assim a minimização desta prática.”

2. “é necessário que o Ministério da Tecnologia promova campanhas de conscientização. Alguns meios pelos quais isso pode ser alcançado são as próprias redes sociais, panfletos e propagandas e cartilhas de escola.”

3. “Portanto, é necessário que os governos, aliados às multinacionais responsáveis pela fiscalização e gerenciamentos das redes sociais, demonstrem, através de projetos, de propagandas e de palestras, a influência indireta que os usuários sofrem..”

Efeito #

Aqui a pergunta “Para quê?” é respondida. O estudante coloca a finalidade esperada pela proposta de intervenção.

Ele é indicado por expressões como: “a fim de”, “com o propósito de”, “com a finalidade de”, “com o objetivo de” e por conectivos conclusivos como: Assim, dessa forma, desse modo. Além disso, verbos no gerúndio também podem indicar finalidade.

1. “É preciso criar leis para que empresas apenas coletem os dados que são autorizados pelos usuários”.

 2. “Para combatermos tais censuras, precisamos buscar outras fontes informativas, além da internet, como jornais e televisões”.

3. “A família deve fiscalizar o que os filhos fazem na internet, evitando possíveis problemas”.

 4. “Programas de televisão, rádio e jornais precisam promover propagandas com o objetivo de mostrar a importância de proteger dados pessoais”.

Assim como o “modo”, não existe efeito nulo.

Vale lembrar que o mesmo efeito pode ser válido para as duas propostas (se estiver no final, por exemplo).

Detalhamento #

Outro elemento muitas vezes esquecido ou mal interpretado. A retomada da tese na introdução não vale como detalhamento, tampouco as frases clichês como:
“Portanto, medidas precisam ser tomadas”; “Logo, medidas exequíveis precisam ser colocadas em prática”.

Isso porque o detalhamento precisa responder à pergunta: “Que outra informação sobre esses elementos foi acrescentada pelo participante?”.

Vamos entender então os possíveis detalhamentos para cada tipo de elemento:

Detalhamento do agente #

O detalhamento do agente pode acontecer ao justificar o porquê de ser aquele agente e não outro, ou ao exemplificar, ou, até mesmo, detalhar quem seria o responsável.

 “Assim, é necessário que o Estado, na condição de garantidor dos direitos individuais, tome providências para mitigar esse problema”.

“Dessa maneira, urge que as grandes mídias sociais, a exemplo, TV e jornais, informem as pessoas a respeito da manipulação comportamental do controle de dados na internet”.

“Portanto, o Estado, sob a liderança do Presidente Bolsonaro, deve desenvolver um programa social que…”

Detalhamento da ação #

Pode ser uma explicação, uma justificativa, um exemplo. Como:

 “Por isso é muito importante que todos os usuários da internet pesquisem em diversas fontes diferentes, como por exemplo: vários sites, livros, jornais e etc, antes de tomar uma decisão importante”. (Exemplificação)

“Por fim, o indivíduo deve se atentar para não ser manipulado, afinal a internet tem o dever de informar e não de influenciar”. (Justificativa)

“precisam investir em publicidade – especialmente nas redes sociais por ser mais efetivo – para resolver a problemática”.

IMPORTANTE

No caso de acréscimos na ação envolvendo “que”, não são considerados detalhamento, como no exemplo abaixo:

“deveriam criar leis que resolvam esse problema”

Detalhamento do modo #

Assim como nos outros, isso pode ser feito por exemplificação ou justificativa, como nos exemplos:

 “O Governo Central deve impor sanções a empresas que criam perfis de usuários para influenciar suas condutas, por via da instauração de Secretarias planejadas, para a atuação no ambiente digital, uma vez que tais plataformas padecem de fiscalizações efetivas, com o fito de minorar o controle de comportamentos por particulares”. (Justificativa)

 “Portanto, medidas devem ser tomadas. O governo deve promover, mediante mídias influenciadoras, como Rede Globo, SBT e Record, campanhas a fim de conscientizar a população brasileira dessa manipulação”. (Exemplificação)

Detalhamento do efeito #

Aqui só é aceito como detalhamento do efeito um “Efeito do efeito”, ou seja, um desdobramento. Isso será normalmente marcado por operadores argumentativos de conclusão ou de consequência, como nos exemplos:

“No entanto, é importante também uma conscientização nas escolas e uma intervenção do Estado através da criação de instituições que promovam palestras sobre o assunto. Dessa forma, espera-se que as pessoas tenham maior senso crítico, diminuindo assim as influências e manipulações pelo controle de dados”. (Desdobramento explícito de um efeito dentro de uma mesma proposta)

“Diante dos fatos supramencionados, é de grande valia que a Escola aliada à Família promova oficinas lúdicas em laboratórios de informática que versem sobre os desafios de analisar com criticidade dados mascarados pela rede e incentive debates familiares sobre o tema, com o intuito de fomentar o interesse do aluno pela participação na busca pelos fatos. Ainda, é imperioso que o Estado por intermédio da implantação de leis que proíbam os servidores da rede de usar artifícios para priorizar informações selecionadas em detrimento dos relevantes para o usuário, diminua o poder de manipulação da internet sobre o indivíduo, visando a mitigar a influência dos meios de comunicação na criticidade do usuário. Assim, a sociedade seria capaz de libertar os ‘canários’ para que possam ver a realidade de maneira clara e verdadeira”. (Desdobramento explícito de efeitos de propostas diferentes, como uma consequência maior que resulta desses efeitos)

Como visto, o efeito do efeito também pode valer para as duas propostas (novamente, se estiver no final ou indicar isso de forma clara).

Por fim, alguns mitos quanto à correção da proposta de intervenção (logo, não devem ser utilizados como critérios):

– Não pode usar conscientização, porque é muito clichê.

– A proposta precisa ser original, não pode ser igual às outras.

– A proposta precisa ser algo possível.

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